• canais
   Conheça Mococa
   Fotos da Cidade
   Prefeitura Municipal
   Turismo e Lazer
   Arte e Cultura
   Força nos Esportes
   Educação Profissional
   Sistema de Saúde
2010-07-26 - 07:15:37

Jogador compulsivo tem alterações nas funções executivas do cérebro

O cérebro de quem joga compulsivamente apresenta alterações semelhantes àquelas encontradas em pessoas com doenças como transtorno obsessivo compulsivo e dependência química.

Áreas relacionadas à regulação do comportamento, às funções mais refinadas de tomada de decisão e da integração de informações têm tamanhos diferentes no cérebro do jogador compulsivo e no de uma pessoas sem o problema.

Esses achados são resultado de pesquisas lideradas pelo especialista em neuropsicologia Daniel Fuentes, diretor do serviço de psicologia e neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria do HC, de São Paulo, expostos no congresso Cérebro, Comportamento e Emoções, que se encerra hoje, em Gramado (RS).

"Eles têm exacerbação de traços ansiosos e impulsivos, associada a estruturas cerebrais", disse Fuentes.

De acordo com ele, essas medidas de regiões do cérebro podem ajudar a melhorar a compreensão dos fenômenos impulsivos e, talvez, contribuir para o tratamento clínico dessas pessoas.

Apesar de o jogo ser só um entre tantos tipos de comportamentos impulsivos, o médico ressalta que a atividade é uma das mais lucrativas da economia mundial. Ele citou pesquisas que concluem que só 5% dos jogadores são compulsivos, mas que esse pequeno grupo é responsável por 50% do volume de dinheiro apostado.

"Se você abre uma casa discreta, para pegar só esses 5%, já tem um lucro considerável. E o jogo está prestes a ser legalizado no Brasil", afirmou, lembrando o projeto de lei em tramitação no Legislativo que pode liberar bingo, jogos eletrônicos, entre outros.

"O jogo patológico é um modelo único para estudar as características da impulsividade."

E mais do que um comportamento impulsivo, o jogo é uma dependência, segundo o psiquiatra Hermano Tavares, coordenador do ambulatório de jogo patológico do Instituto de Psiquiatria do HC, também presente ao debate em Gramado.

A atividade aciona o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina, que causa a sensação de prazer. No jogador patológico, além dessa gratificação, há uma perda na capacidade de inibição. Junta-se o desejo reforçado pelo prazer à falta de limites, explica o médico.

Ao mesmo tempo em que as áreas do cérebro do jogador dependente tem alterações de tamanho que prejudicam o seu funcionamento, há também um aumento geral da massa cinzenta dessas pessoas. "Idosos que jogam não patologicamente têm melhor qualidade de vida e menos perdas cognitivas do que os que não jogam. Mesmo assim, há que se pesar o quanto o benefício de alguns justifica a exposição de quem é vulnerável."

Artigo enviado por

Evelyn Vinocur
Neuropsiquiatra de adultos adolescentes e crianças
www.evelynvinocur.com.br


Outros Artigos da Dra. Evelyn Vinocur


2010-07-26 - Jogador compulsivo tem alterações nas funções executivas do cérebro

2010-07-26 - Depressão e ansiedade em mulheres têm origem biológica

2010-07-26 - Vasectomia: o que esperar após o procedimento?

2010-07-26 - Valor preditivo de traços subclínicos de autismo na idade de 14-15 meses para problemas comportamentais e cognitivos na idade de 3-5 anos

2010-07-16 - Vasectomia: sete perguntas e respostas sobre o assunto

2010-07-16 - Alimentação infantil: orientações práticas para o primeiro ano de vida

2010-07-16 - Cirurgia bariátrica. O que é ?

2010-07-16 - Cólicas do Recém-nascido. O que devo saber ?

2010-07-15 - Transtorno bipolar do humor. O que é?

2010-07-15 - Os perigos da automedicação: cuide melhor da sua saúde.


[1] [2] [3] [4] [Próxima]




Nova Mococa - Grupo Mundial - Mococa-SP - Copyright © 2005-2010
Proibida a cópia sem autorização da Mundial Info Solutions Mococa
PUBLICIDADE