Você imagina o que vai dentro de uma xícara de cafezinho? Veja o que nossa correspondente Regininha descobriu bisbilhotando a net:
Em uma xícara de café cabe o volume de 50 mililitros de café. Veja seus componentes
De 1% a 2% de cafeína, notório estimulante do sistema nervoso.
De 13% a 20% de lipídios, onde se dissolvem os mais de 1 mil compostos que criam o aroma.
De 6% a 12% de aminoácidos, responsáveis pela cor escura.
De 7% a 39% de açúcares, que dão um toque especial ao sabor.
De 8% a 10% de taninos, que interferem no gosto e na cor.
Entre 3% e 4% de minerais, que participam de várias funções no corpo.
Cerca de 1% de ácidos alifáticos, os quais conferem sabor ácido.
De 7% a 10% de ácidos clorogênicos, substâncias investigadas porque interferem no humor.
ATENÇÃO: o teor das substâncias varia conforme o processamento.
O velho hábito de oferecer café com leite para a garotada – ironicamente fora de moda no país que tem a maior produção desse fruto – bem que poderia voltar às mesas brasileiras. Essa é a opinião de um dos maiores estudiosos do assunto no país, o médico Darcy Lima, do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele é o responsável pela pesquisa que avaliou o consumo de café entre estudantes brasileiros durante toda a década de 1990. “Misturada ao leite, a bebida fica nutritiva e as propriedades não são alteradas”, observa.
A suspeita é de que a bebida evite o mal de Parkinson
A ciência ainda não responde tintim por tintim como o café atua na massa cinzenta. As evidências de que ajudaria a afastar a depressão, o alcoolismo e a dependência de drogas parecem não estar ligadas à cafeína, e sim à ação dos tais ácidos clorogênicos no sistema límbico. Ali suas moléculas parecem se encaixar como chaves mestras em receptores denominados opióides. “Ao ser ativados pelas drogas, eles produzem sensações de prazer e saciedade”, explica Darcy Lima. “Quando estão bloqueados, parece haver uma diminuição da vontade de se entregar ao vício.” Outra pesquisa bastante badalada no ano 2000 analisou 8 mil indivíduos entre 45 e 68 anos nos Estados Unidos. Publicada no jornal da Associação Médica Americana, ela indica um risco bem menor de desenvolver o mal de Parkinson para quem bebe, no mínimo, três cafezinhos diários.
Ninguém em sã consciência defende o consumo exagerado
Às vezes, porém, é preciso abrir mão de um cafezinho – talvez seja o caso das futuras mamães, considerando-se um novo estudo sueco. Segundo ele, a cafeína presente em quatro xícaras pequenas é capaz de dobrar as chances de aborto.
Mas os próprios médicos dizem que ainda é cedo para fazer alarde: “Um único trabalho não pode ser conclusivo”, opina o ginecologista e obstetra Alcides Vara, da Maternidade Santa Joana, em São Paulo. Para ele, bebericar dois ou três cafezinhos diariamente pode até melhorar o astral das gestantes. Uma coisa é certa: café demais pode atrapalhar a formação dos dentes no feto. Uma grávida jamais pode abusar desse prazer.
Fonte: http://regganata.wordpress.com/2009/04/
Da correspondente: Regininha Buzo